sábado, 21 de abril de 2012

Sucesso lançamento do poeta Rogério Salgado

                                                  Foto: Virgilene Araújo


Estive lá  e foi um sucesso o lançamento do livro “SaiS”, novo trabalho poético do poeta Rogério Salgado, dia 10 de abril passado, na Livraria Status-Savassi. Estavam presentes artistas, amigos e admiradores do autor, repartindo com ele toda sua alegria. Rogério aproveitou a data festiva e relançou “Tontinho”, seu livro de estreia publicado em 1982, comemorando 30 anos de sua publicação.
“Sais” titulo inspirado numa frase do poeta Aroldo Pereira, curador do Psiu Poético de Montes Claros, que costuma brincar referindo-se ao poeta como “Rogério e seus sais”, pelo seu jeito sincero de dizer o que pensa, vem dividido em duas partes: a primeira feita de poemas que falam das angústias e questionamentos do autor, numa linguagem direta. Já a segunda parte feita de poemas na maioria visuais e concretos, dedicados aos críticos que valorizam esse tipo de trabalho, do qual Rogério sabe muito bem compor, quase não o tendo feito ainda, por pura opção.
O poeta e filósofo Rodrigo Starling, na apresentação do livro nos diz:
“(...)Assim, curto e grosso, defino este “SaiS” como um “acertar na cara da hipocrisia”, verdadeiro ato de coragem. De fato, a obra não comporta meias palavras, todas elas são inteiras e afiadas, seixos pontiagudos que nos sangram a sensibilidade.(...) Ao ler e reler este “SaiS”, estou convencido de que Rogério Salgado é muito mais do que se pensa e muito mais do que se lê: é uma lenda viva de um verdadeiro faroeste em que acabou se metendo a poesia brasileira, em especial mineira.(...)”
Rogério Salgado, que este neste mês de abril foi homenageado no 2º Encontro Nacional de Escritores da Paraíba, realizado pela União Brasileira de Escritores daquele estado, é um desses raros poetas a sobreviver de sua poesia: “Saio de casa cedo com 10 livros na bolsa e vendo em oficinas mecânicas, açougues, lojas de roupas, agências bancárias, consultórios médicos, em todo lugar e volto pra casa com o sentimento de quem cumpriu sua missão de trabalhador.” diz o poeta.
Rogério Salgado é natural de Campos dos Goytacazes, interior do estado do Rio de Janeiro. Filho da pianista Glória Salgado, cresceu ouvindo sua mão tocar piano e recitar poemas em saraus dentro de casa. Reside na capital mineira desde 1980. Desde 2005 realiza com Virgilene Araújo, o Belô Poético - Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte evento que reúne, na capital mineira, poetas de vários estados do Brasil e do exterior. Publicou mais de 20 livros.
Contatos com Rogério Salgado pelo e-mail: poetarogeriosalgado@yahoo.com.br

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

QUASE I


Quase te encontro... Perco-me!

Quase sorrio... Na verdade choro!

Quase te chamo... Calo-me!

Quase afogo... Respiro!

Quase sonho... Acordo!

Esse quase anda me incomodando,

A qualquer momento não saberei

Se estou

Quase viva ou quase morta...


Foto por Carlos ramalho

QUASE II

O quanto incomoda o quase.

O quanto faz falta esse quase.

O quanto dói este quase.

O quanto alegra aquele quase.

O quanto me envolvo neste quase.

Sonho com quase.

Quase acordo.

Sofro com quase.

Quase sou alegre.

Quase me perco.

Quando quase me acho!

SURREAL



No virtual


Tudo normal

De repente o real, nada menos atual

Conversa tradicional, nada amoral

Tudo igual, simples casal.

Andar casual, sem nenhum pecado capital.

Muito natural!

Mas... Um olhar sensual, um beijo sensacional,

Uma fala pontual, um arrepio transcendental

Um sorriso genial, uma orelha desigual

Uma vontade sobrenatural

Cio de animal, plenamente genital.

Uau!

Eis que surge a moral, deixa tudo sem sal, frio como metal

Inferno astral, mudança de canal

Era glacial, causada por uma pá de cal que a tudo transforma num quadro surreal.

CASA DE ESPETÁCULOS




Folhas caem elaborando um balet
O irrigador molha as plantas
Deixa um rastro de pequenas gotículas
Que à luz do sol se tornam coloridas partículas
Um casal conversa
Uma moça dorme na meia lua de granito
Um garoto namora livros, implora à mãe por um botton. Solta um grito
Um homem fuma seu cigarro
Outro ouve música
E eu sou expectadora solitária deste espetáculo , no jardim da Casa de Espetáculos.
Foto por Márcia Araújo

sábado, 10 de dezembro de 2011




Foi um prazer hoje pela manhã(10/12) participar e apresentar o Sarau Popular no Centro Cultural Padre Eustáquio a convite do meu amigo e muito popular poeta Rogério Salgado, que mais uma vez demonstra seu carinho e abre espaço a novos poetas. Valeu D++
Fotos por Anderson Lobo.

domingo, 30 de outubro de 2011

Elegia ao Violão


Recital de violão com Ricardo Marçal, no Centro Cultural Pampulha, minha volta em grande estilo!
Pra saber e conhecer a agenda acesse: www.elegiaaoviolao.blogspot.com